segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Justiça dá 48 horas para Sabesp melhorar água do Guarujá
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
da Folha de S.Paulo
A Justiça deu um prazo de 48 horas, após notificação, para que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) melhore a qualidade da água fornecida ao município do Guarujá, sob o risco de o presidente da estatal, Gesner Oliveira, ser processado por crime de desobediência --o que pode levar à sua detenção.
Além disso, a decisão liminar proferida no dia 30 de dezembro pelo juiz da 3ª Vara Cível local, Gustavo Alvarez, triplicou o valor da multa que vem sendo aplicada diariamente à Sabesp desde maio de 2007, pelo fato de a empresa fornecer água imprópria para a cidade. Cabe recurso da decisão.
A partir de agora, a estatal terá de pagar R$ 300 mil por dia se não regularizar a situação a partir do momento em que for notificada, o que ainda não ocorreu. O pagamento, na prática, tem de ser feito só quando o mérito da ação for julgado.
A ação civil pública foi proposta pela ONG Princípios, motivada por uma reportagem da Folha de abril de 2007. O jornal revelou que, à época, testes encontraram no litoral coliformes acima do estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Em maio daquele ano, a ONG conseguiu sua primeira vitória na Justiça, obtendo uma liminar que determinou multa diária de R$ 100 mil à Sabesp por fornecer água imprópria para consumo no Guarujá. Desde então, segundo o advogado da entidade, a estatal nunca regularizou a situação.
"O importante, agora, é que, pela primeira vez, o presidente da Sabesp pode ser responsabilizado criminalmente", afirmou Sidnei Aranha. "Muito me admira que um governador não consiga oferecer água potável para a população", disse.
Os laudos que apontam a baixa qualidade da água foram feitos pela Vigilância Sanitária da cidade, pelo Instituto Adolfo Lutz e pela própria Sabesp.
Segundo esses laudos, as amostras apresentam coliformes totais acima do que a legislação permite. Coliformes totais são encontrados em fezes e em matérias orgânicas e indicam a possibilidade de a água transmitir doenças, como hepatite, cólera e diarreias.
Segundo Aranha, as providências tomadas pela Sabesp são insuficientes. "O máximo que eles têm feito é aumentar a dosagem de cloro na água", afirmou o advogado da ONG.
Outro lado
Procurada ontem pela Folha, a assessoria de imprensa da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) afirmou que não iria se pronunciar sobre a decisão da Justiça do Guarujá, pois ainda não foi notificada a respeito da decisão.
Em abril de 2007, quando o jornal revelou a má qualidade da água fornecida a boa parte do litoral paulista, a companhia descartou falha no processo de tratamento.
Os técnicos da Sabesp argumentaram que o maior problema estava, na verdade, nos mananciais de onde é retirada a água que abastece o litoral de São Paulo.
Representantes da companhia de saneamento afirmaram ainda que os casos de água imprópria para consumo são "pontuais".
Tais irregularidades, disseram os técnicos ouvidos à época pela reportagem, são resolvidas pouco tempo depois de serem detectadas pelos técnicos que trabalham na região do Guarujá.
Prefeitura
Além da estatal paulista, a prefeitura do Guarujá também é alvo da ação movida pela ONG Princípios. A Folha tentou entrar em contato com o gabinete da administração municipal durante a tarde, mas ninguém atendeu aos telefonemas. Ontem era ponto facultativo na cidade.
A reportagem ligou ainda para o celular de um dos assessores da Secretaria do Meio Ambiente, mas também não conseguiu resposta.
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Bertioga - Justiça determina que Sabesb tome providências sobre a qualidade da água
segunda-feira, 15 de março de 2010
Justiça determina que Sabesp forneça água potável para Bertioga em 30 dias
segunda-feira, 8 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Surto de diarreia é prova da negligência da Sabesp, diz ONG do Guarujá
Vigilância em Saúde admite contaminação; prefeitura do Guarujá nega. Em nota, Sabesp diz que não há nenhum problema com a qualidade da água
Em nota, a Sabesp afirma que não há qualquer problema com a qualidade da água entregue na cidade, que é potável e atende aos padrões estabelecidos pela portaria 518 do Ministério da Saúde. Diz ainda que, como atividade rotineira em todo o seu sistema de abastecimento, 18 mil análises são realizadas todo mês em mais de duas mil amostras coletadas em diferentes pontos do sistema, sendo 125 delas no Guarujá, e que, especificamente na região da Baixada Santista, são feitos mais de 1.800 testes bacteriológicos mensais.
A empresa reitera que é infundada e irresponsável qualquer afirmação sobre problemas na qualidade da água distribuída no município, inclusive pelos riscos de provocar pânico. “A população pode e deve consumir com tranqüilidade a água que chega à sua casa pelas redes de abastecimento e deve ter o cuidado com fontes não seguras que podem, estas sim, ter a água contaminada e representar um risco real à saúde e à vida”, conclui a nota.
Para Aranha, as diarreias podem ser a ponta de um iceberg. Segundo ele, a água contaminada pode estar causando outras doenças mais graves. “Estamos preocupados com a forte relação entre águas que recebem muito cloro e o surgimento de câncer”, diz. Estudos mostram que a reação química entre o material orgânico em decomposição na água, como folhas, por exemplo, e o cloro, gera uma classe de subprodutos chamada trialometanos.
ONG recorrerá à Corte Internacional contra a SABESP
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Pintou o Nosso Deputado!!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010
Estamos no site do Paulo Henrique Amorim
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Surto de diarreia é prova da negligência da Sabesp, diz ONG do Guarujá
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Paulo Henrique Amorim
ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarreia em Guarujá
ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarréia em Guarujá
Solução definitiva para a qualidade da água distribuída em Guarujá é a construção da Estação de Tratamento; diretores da empresa podem ser penalizados por crime contra a saúde pública
Está nas mãos da Justiça a solução para o problema da água contaminada, que é servida em Guarujá e é responsável pelo recente surto de diarréia que atinge os moradores e os milhares de turistas que visitam a cidade neste período.
A ONG Princípios, que desde 2007 move uma Ação Civil Pública contra a Sabesp, ingressou nesta semana com uma Medida Cautelar, solicitando que o Poder Judiciário determine medidas drásticas contra a empresa, sob risco de colapso no sistema de saúde pública da cidade.
“É inegável que a água servida em Guarujá está comprometida, qualquer mãe ou dona de casa percebe a olho nu a má qualidade do produto que sai das torneiras”, afirma o advogado Sidnei Aranha, que representa a ONG Princípios.
A ação que tramita na Justiça há quatro anos já obteve alguns resultados práticos, mas a postura da empresa, de contestar judicialmente as evidências e adiar as providências necessárias, como o início da construção da Estação de Tratamento de Água, compromete a saúde pública.
Desde o mês de dezembro, Guarujá vive um surto de diarréia causada pela contaminação da água, como admitem os próprios médicos consultados. O infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emilio Ribas, de São Paulo, afirmou que a água que abastece Guarujá pode estar contaminada com um agente causador da diarréia.
A médica e diretora da Vigilância em Saúde no Município, Lídia Maria de Araújo Lima, admite que as prováveis causas do surto podem ser a água contaminada. O órgão colheu amostras da água em alguns pontos da cidade e encaminhou para análise, cujos resultados devem estar concluídos no fim deste mês.
Milhares de turistas queixaram-se de reações adversas durante o período em que visitaram a cidade. Uma das vítimas ilustres é o filho do jogador Ronaldo, o pequeno Ronald, que foi atendido no Hospital Santo Amaro, de Guarujá, com sintomas de quem consumiu água contaminada.
“Há anos estamos alertando para um problema grave de saúde pública. A Sabesp não atende as determinações do Ministério da Saúde, já que não possui estação de tratamento e não filtra a água servida em Guarujá, apenas adiciona cloro para disfarçar a má qualidade do líquido colhido no rio Jurubatuba. Eles, os diretores da empresa, não resolvem o problema, razão que nos leva a pedir uma pena por crime contra a saúde pública”, explica o advogado Aranha.
A Medida Cautelar visa, principalmente, obrigar a empresa a informar aos consumidores sobre o risco de consumo da água. Esta informação, de acordo com o pedido, deve ser feita por meio de anúncios da TV, jornais e rádios, às custas da Sabesp. Além disso, busca acelerar o processo de implantação da estação de tratamento, única forma de resolver, em definitivo, um problema grave, de saúde pública. A decisão que tem reflexos diretos na saúde da população está, agora, nas mãos da Justiça.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA Processo nº 206/2008 3ª Vara Cível da Comarca de Guarujá
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
LIMINAR CONTRA A TRAVESSIA DA BALSA SANTOS GUARUJÁ.
sábado, 9 de janeiro de 2010
ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarréia em Guarujá
SERVIÇO
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Processo nº 206/2008
3ª Vara Cível da Comarca de Guarujá
SUGESTÃO DE FONTE:
Advogado Sidnei Aranha
Fone: (13) 7802-1303 – e-mail: sidneiaranha@yahoo.com.br






