segunda-feira, 22 de março de 2010

No Dia Mundial da Água, Aranha deixa sua mensagem

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domingo, 21 de março de 2010

Justiça dá 48 horas para Sabesp melhorar água do Guarujá

7/01/2009 - 10h49
CONRADO CORSALETTE
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
da Folha de S.Paulo

A Justiça deu um prazo de 48 horas, após notificação, para que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) melhore a qualidade da água fornecida ao município do Guarujá, sob o risco de o presidente da estatal, Gesner Oliveira, ser processado por crime de desobediência --o que pode levar à sua detenção.

Além disso, a decisão liminar proferida no dia 30 de dezembro pelo juiz da 3ª Vara Cível local, Gustavo Alvarez, triplicou o valor da multa que vem sendo aplicada diariamente à Sabesp desde maio de 2007, pelo fato de a empresa fornecer água imprópria para a cidade. Cabe recurso da decisão.

A partir de agora, a estatal terá de pagar R$ 300 mil por dia se não regularizar a situação a partir do momento em que for notificada, o que ainda não ocorreu. O pagamento, na prática, tem de ser feito só quando o mérito da ação for julgado.

A ação civil pública foi proposta pela ONG Princípios, motivada por uma reportagem da Folha de abril de 2007. O jornal revelou que, à época, testes encontraram no litoral coliformes acima do estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Em maio daquele ano, a ONG conseguiu sua primeira vitória na Justiça, obtendo uma liminar que determinou multa diária de R$ 100 mil à Sabesp por fornecer água imprópria para consumo no Guarujá. Desde então, segundo o advogado da entidade, a estatal nunca regularizou a situação.

"O importante, agora, é que, pela primeira vez, o presidente da Sabesp pode ser responsabilizado criminalmente", afirmou Sidnei Aranha. "Muito me admira que um governador não consiga oferecer água potável para a população", disse.

Os laudos que apontam a baixa qualidade da água foram feitos pela Vigilância Sanitária da cidade, pelo Instituto Adolfo Lutz e pela própria Sabesp.

Segundo esses laudos, as amostras apresentam coliformes totais acima do que a legislação permite. Coliformes totais são encontrados em fezes e em matérias orgânicas e indicam a possibilidade de a água transmitir doenças, como hepatite, cólera e diarreias.

Segundo Aranha, as providências tomadas pela Sabesp são insuficientes. "O máximo que eles têm feito é aumentar a dosagem de cloro na água", afirmou o advogado da ONG.

Outro lado

Procurada ontem pela Folha, a assessoria de imprensa da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) afirmou que não iria se pronunciar sobre a decisão da Justiça do Guarujá, pois ainda não foi notificada a respeito da decisão.

Em abril de 2007, quando o jornal revelou a má qualidade da água fornecida a boa parte do litoral paulista, a companhia descartou falha no processo de tratamento.

Os técnicos da Sabesp argumentaram que o maior problema estava, na verdade, nos mananciais de onde é retirada a água que abastece o litoral de São Paulo.

Representantes da companhia de saneamento afirmaram ainda que os casos de água imprópria para consumo são "pontuais".

Tais irregularidades, disseram os técnicos ouvidos à época pela reportagem, são resolvidas pouco tempo depois de serem detectadas pelos técnicos que trabalham na região do Guarujá.

Prefeitura

Além da estatal paulista, a prefeitura do Guarujá também é alvo da ação movida pela ONG Princípios. A Folha tentou entrar em contato com o gabinete da administração municipal durante a tarde, mas ninguém atendeu aos telefonemas. Ontem era ponto facultativo na cidade.

A reportagem ligou ainda para o celular de um dos assessores da Secretaria do Meio Ambiente, mas também não conseguiu resposta.


Notícias do Partido Verde

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http://www.pvsp.org.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=103118

quarta-feira, 17 de março de 2010

Consumo, inflação e investimento

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Sabesp melhorará a portabilidade da água em Bertioga

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terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Justiça determina que Sabesp forneça água potável para Bertioga em 30 dias

Ação Civil Pública da ONG Princípios é semelhante à movida em Guarujá, que teve surto de diarréia no Verão; advogado Sidnei Aranha vê vitória histórica da população

O Juiz Christopher Alexander Roisin, da 2º Vara Cível de Bertioga, concedeu liminar na Ação Civil Pública movida pela ONG Princípios, contra a qualidade da água distribuída pela Sabesp na cidade. Em seu despacho, o juiz determina o prazo de 30 dias para que a empresa forneça água potável, dentro do que determina a Portaria 518, do Ministério da Saúde.

O advogado Sidnei Aranha, cujo escritório representa a ONG Princípios, vê a decisão do juiz como uma vitória histórica da população de Bertioga: “às vésperas do Dia Mundial da Água, a ser comemorado no dia 22 de março, Bertioga ganha como presente o apoio da Justiça por mais saúde pública e respeito a um direito universal, que é a água limpa”, explica.

Na Ação Civil Pública, o advogado Aranha juntou os laudos produzidos pelo Instituto Adolfo Lutz, que comprovam índices alarmantes de substâncias nocivas à saúde humana, como coliformes fecais e termotolerantes, na água que sai das torneiras, em Bertioga. O juiz determinou o prazo de um mês para a Sabesp regularizar a situação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Determinou, também, que o Instituto Adolfo Lutz e a Cetesb recolham para análise novas amostras da água servida em Bertioga. No despacho, o magistrado estabeleceu, ainda, que a Sabesp apresente os relatórios sobre a qualidade da água em Bertioga, nos últimos cinco anos, além de também intimar a prefeitura a apresentar seus relatórios de fiscalização sobre os serviços prestados pela Sabesp.

A Ação Civil Pública que tramita em Bertioga tem semelhanças com outra, movida no município de Guarujá, também pelo escritório do advogado Sidnei Aranha. Desde 2007, a ONG Princípios vem travando uma batalha judicial contra a Sabesp, em Guarujá, o que, inclusive, apressou a implantação da Estação de Tratamento de Água, cujas obras estão em andamento.

Para o advogado Sidnei Aranha, a ONG Princípios trava, em Guarujá e agora em Bertioga, uma luta de ‘David contra Golias’, já que a Sabesp aplica enormes somas em anúncios na mídia, além de contar com uma displicente e visível omissão, por parte das autoridades municipais.

A má qualidade da água de Guarujá, entretanto, ficou conhecida em todo o país, após o surto de diarréia registrado durante a última Temporada de Verão. O vírus identificado como causa do surto de diarréia foi disseminado entre a população fixa e os turistas. A água das torneiras tornou-se um dos mais prováveis suspeitos, já que a Cetesb descartou, em seus laudos técnicos, a contaminação na água do mar.

INDEX
Ação Civil Pública nº 107/2010
2ª Vara Cível de Bertioga (SP)
Sugestão de Fonte: Advogado Sidnei Aranha
Fone: (13) 7802-1303
e-mail:sidneiaranha@yahoo.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Surto de diarreia é prova da negligência da Sabesp, diz ONG do Guarujá


Saúde

Vigilância em Saúde admite contaminação; prefeitura do Guarujá nega. Em nota, Sabesp diz que não há nenhum problema com a qualidade da água

Por: Cida de Oliveira, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 18/01/2010, 09:27
Última atualização às 17:27
São Paulo - Encafifada com a falta de pressão da água em suas torneiras, Andrea Amorim, moradora do Guarujá, litoral de SP, chamou a Sabesp. O funcionário, que só veio duas semanas após a solicitação, abriu o cavalete. A causa do problema era um sapo entalado no cano.
“Além de podre, o bicho estava se desmanchando. Seus pedaços estavam passando pela peneira”, conta a moradora. “Isso é um desrespeito com a nossa saúde e com os cidadãos que pagam caro por um serviço porco e nojento. O episódio acabou com o Natal de minhas crianças que, com nojo, não comeram nada da nossa ceia. A sensação é de humilhação por pagar por um serviço propalado como de qualidade e que, na verdade, tem origem no brejo”. Dias depois, segundo ela, a água continuava com cor de urina e cheia de areia.
Outro lado: Sabesp contesta
Em nota, a Sabesp afirma que não há qualquer problema com a qualidade da água entregue na cidade, que é potável e atende aos padrões estabelecidos pela portaria 518 do Ministério da Saúde. Diz ainda que, como atividade rotineira em todo o seu sistema de abastecimento, 18 mil análises são realizadas todo mês em mais de duas mil amostras coletadas em diferentes pontos do sistema, sendo 125 delas no Guarujá, e que, especificamente na região da Baixada Santista, são feitos mais de 1.800 testes bacteriológicos mensais.

A empresa reitera que é infundada e irresponsável qualquer afirmação sobre problemas na qualidade da água distribuída no município, inclusive pelos riscos de provocar pânico. “A população pode e deve consumir com tranqüilidade a água que chega à sua casa pelas redes de abastecimento e deve ter o cuidado com fontes não seguras que podem, estas sim, ter a água contaminada e representar um risco real à saúde e à vida”, conclui a nota.
















O episódio ocorreu no último dia 23 de dezembro. Coincidência ou não, poucos dias depois começaria mais um surto de vômito e diarreia na cidade, que desta vez afetou pelo menos 1.700 moradores e turistas, entre eles a atriz Maria Fernanda Cândido e Ronald, filho de Ronaldo, o Fenômeno. Por causa da repercussão e da suspeita de surtos nas cidades litorâneas vizinhas, nesta quarta-feira, dia 13, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), colheu amostras de água de praias do Guarujá e Santos para análises.
Embora a direção da Vigilância em Saúde no município tenha admitido que a água contaminada está entre as prováveis causas do surto, a prefeitura do Guarujá inocenta o liquído que a Sabesp retira do rio Jurubatuba, em Santos, e distribui à população sem antes filtrar ou decantar. Por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que as causas do problema não são conhecidas e que as autoridades municipais aguardam os resultados dos testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
O secretário de meio ambiente, Elio Lopes de Oliveira, não acredita que o surto seja culpa exclusiva da água – senão haveria esse tipo de problema o ano todo, segundo diz. Mas admite que a qualidade do abastecimento deixa muito a desejar. “Como não há estação de tratamento na cidade, o procedimento se limita ao uso de cloro. A falta de filtragem e decantação, aliás, faz com que na época chuvosa haja acúmulo de matéria orgânica e a água também fica barrenta”.
A Rede Brasil Atual procurou a Sabesp para comentar a denúncia da ONG. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que sua posição oficial é a que está expressa em nota em sua página na internet (leia box acima).
Para a organização não-governamental Princípios – Agência Nacional para o Desenvolvimento e Ação Social, do Guarujá, os episódios de diarreia e vômito expõem a antiga negligência da Sabesp. Segundo a coordenação, que acompanha laudos emitidos pela Vigilância Sanitária Municipal, Instituto Adolfo Lutz e pela própria companhia, nos três últimos anos, a água está imprópria. As amostras apresentam coliformes totais e fecais acima do que a legislação permite.
O advogado da ONG, Sidnei Aranha, conta que em 2007 entrou com liminar em ação civil pública, pedindo que a companhia reduza a contaminação da água por coliformes fecais (bactérias presentes nas fezes) e termotolerantes (que evidenciam contato com o esgoto). Pela legislação, é permitido um máximo de 5% desses microorganismos nas amostras colhidas. No Guarujá, porém, os níveis de contaminação estavam acima do permitido em dez das 14 análises realizadas.
A Justiça acatou o pedido que exige ainda que a empresa entregue, diariamente, laudos medindo a qualidade da água e realize campanha publicitária esclarecendo a população sobre doenças causadas pelo consumo de água suja, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento de cada um dos itens. O juiz determinou ainda que a prefeitura entregasse à Justiça o contrato de concessão de serviços pela companhia, a planilha de arrecadação e o número de atendimentos relativos a doenças causadas pela contaminação. As determinações não foram cumpridas.
Em 2008, a Justiça acatou novo pedido de liminar, com as mesmas determinações da primeira, porém elevando o valor da multa para R$ 200 mil para cada dia de descumprimento. A companhia continua contestando judicialmente as ações e com isso adia as providências necessárias.
No final de janeiro do ano passado, depois que Gesner de Oliveira, presidente da companhia, foi finalmente intimado pela 3ª Vara Cível do Guarujá a fornecer água potável e de qualidade, a empresa apresentou o projeto de construção da estação de tratamento de água Jurubatuba. A obra deverá será construída em Vicente de Carvalho. Estão previstas adutoras de água bruta e tratada, um reservatório com capacidade de 10 milhões de litros e tecnologia avançada em sistema de floculação, flotofiltração e desinfecção com capacidade para produção de 2 mil litros de água tratada por segundo.
Para Aranha, as diarreias podem ser a ponta de um iceberg. Segundo ele, a água contaminada pode estar causando outras doenças mais graves. “Estamos preocupados com a forte relação entre águas que recebem muito cloro e o surgimento de câncer”, diz. Estudos mostram que a reação química entre o material orgânico em decomposição na água, como folhas, por exemplo, e o cloro, gera uma classe de subprodutos chamada trialometanos.
Muitos deles, como o clorofórmio, bromodiclorometano, clorodibromometano e bromofórmio são comprovadamente carcinogênicos. Isto é, causam câncer em diferentes espécies animais e, pelo que tudo indica, em humanos também. Os tipos de tumor associados às substâncias são os de bexiga, reto, cólon, linfoma não-Hodgkin e de mama.
Desde os anos 1970, muitos estudos têm avaliado os efeitos negativos das águas clorificadas sobre a saúde humana, o que tem gerado mudanças na legislação de diversos países. Como explica o advogado, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos analisou amostras de água provenientes de 113 estações de tratamento e detectou a presença de 27 compostos orgânicos causadores de doenças, entre eles os trialometanos.
Esses compostos também estão associados a problemas reprodutivos, como abortos espontâneos, natimortos, defeitos congênitos, retardo no crescimento intra-uterino, menor estatura ao nascer, menor circunferência craniana e icterícia neonatal.
“Atualmente está em vigor a portaria nº 518, do Ministério da Saúde, que fixa também o teor máximo total de trialometanos na água potável. Quanto maior a dosagem de cloro, maior será a probabilidade de formação desses subprodutos perigosos”, explica Sidnei Aranha. Por isso, em 2009, foi ajuizada outra ação, desta vez exigindo a apresentação dos laudos que apontem a quantidade de trialometanos na água ofertada.
Como a ONG entende que há comprovada ineficiência da Sabesp na prestação do serviço de tratamento e distribuição da água – que é um bem público e essencial –, está ingressando na Justiça com uma outra medida cautelar. O objetivo é pedir a suspensão do pagamento da conta de água em todo o município, até que a empresa comprove a execução correta do serviço para o qual foi contratada pela prefeitura. “E se nada for feito, pretendemos denunciar a empresa na Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos”, diz Sidnei Aranha. “Porque a Sabesp, há muito, deixou de ser caso a ser resolvido em institutos de defesa do consumidor e se transformou em ameaça à vida de milhões de pessoas”.

ONG recorrerá à Corte Internacional contra a SABESP


Noticiário Geral » Políticas Públicas
Ponto turístico de SP, o Guarujá tem a água contaminada
Ponto turístico de SP, o Guarujá tem a água contaminada
A ONG Princípios, que atua no litoral paulista, pretende fazer uma reclamação junto a Corte Internacional dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), por considerar “nocivo à saúde pública” os serviços prestados pela empresa, que efetua o tratamento e distribuição de água e esgotos na região. A Organização, situada no município de Guarujá – atingida por um surto de diarréia, – move Ação Civil Pública contra a Sabesp desde 2007 e ingressou nesta semana com uma medida cautelar, solicitando que o judiciário determine medidas drásticas contra a empresa, sob risco de colapso no sistema de saúde pública da cidade.
“É inegável que a água servida no Guarujá está comprometida. Qualquer mãe ou dona de casa percebe a olho nu a má qualidade do produto que sai das torneiras”, afirmou o advogado Sidnei Aranha, representante da Organização. Na última quinta-feira, ele visitou Bertioga, onde foi analisar os laudos que constataram que a água servida no município, segundo relatório da própria Sabesp, estava imprópria para consumo humano, contaminada por coliformes termotolerantes. “Na verdade, a situação da água fornecida no litoral é muito mais grave do que se imagina”, relata. “Já procurei o Ministério Público Estadual sobre o assunto, que se limitou a abrir inquérito civil público, que nunca deu em nada. Nem a imprensa divulga nada, já que a Sabesp é grande anunciante dos veículos. Por isso, pretendo acionar órgão internacional”, diz ele.
Aranha faz uma grave denúncia: as águas servidas no litoral estão contaminadas por trialometanos, uma reação do cloro com materiais orgânicos da água, que dão origem a cloretos, substâncias altamente cancerígena. “Isso ocorre em todas as cidades onde não existe estágio de filtração e excesso de cloração da água, como acontece no Guarujá, Baixada Santista e em várias cidades paulistas. A omissão chega às raias da crueldade”, denuncia o advogado. Ele diz ainda que os laudos efetuados com periodicidade trimestral pela Sabesp, são encaminhados para a Vigilância Sanitária, cujos técnicos os engavetam, sem saberem interpretá-los. “Se a imprensa tiver acesso aos laudos que são realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para onde são enviadas as amostras suspeitas, certamente constatarão as minhas denúncias”.
Nota Sabesp
Já a Sabesp divulgou nota nesta semana alegando que “não há qualquer problema com a qualidade da água entregue pela Sabesp no Guarujá. A água fornecida à população é potável e atende aos padrões estabelecidos pela portaria 518, do Ministério da Saúde.
A Sabesp executa, como atividade rotineira na Baixada Santista todos os meses, mais de 18 mil análises em mais de 2 mil amostras coletadas em diferentes pontos do sistema de abastecimento. Também é realizado controle permanente nas Estações de Tratamento de Água, onde o monitoramento é realizado de hora em hora”.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pesquisa de Intenção na Baixada Santista

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Pintou o Nosso Deputado!!!

CARA DE DEPUTADO, JEITO DE DEPUTADO, CORAGEM DE DEPUTADO, VOTOS DE DEPUTADO. SERÁ QUE TEREMOS UM DEPUTADO FEDERAL DE GUARUJÁ?

Dr. SIDNEI ARANHA


INSTITUTO DE PESQUISA A TRIBUNA APONTA SIDNEI ARANHA COM 0,9% DE INTENÇÃO DE VOTOS!!!

Dr. Sidnei Aranha, Homem Aranha, Senhor das Águas, Inimigo n° 1 da Sabesp e do Ministério Público, apontou na última pesquisa muito bem cotado para uma cadeira na Câmara Federal.

Inimigos,invejosos e fofoqueiros de plantão dirão: - Hora ele apareceu em 12° lugar! È verdade, mas os 11° ocupam ou ocuparam cargos públicos, como Prefeitos, Deputados e até mesmo Vereadores.

A verdade é com exceção do casal Madi, residentes e cidadãos de Guarujá, o resto é tudo tranqueira. Os Inconfidentes estão em campanha desde abril/2009 com a campanha; "Guarujaense Vota em Guarujaense".

Marcio "Vicentino" França, Beto "VTV" Mansur, Telma de Souza, Paulo "Caroninha" Barbosa, Viscente Cascione, Bruno Covas, residem em Santos. Alguém já viu alguma dessas figuras no PAM da Rodoviária ou Vicente de Carvalho, no desabamento dos barracos da Vila Baiana, no Incêndio da Vila da Noite.

Esses perpétuos políticos estão preocupados com a sua cidade, seu bairro, seus interesses próprios, afinal por que Santos dispõe de 11 Hospitais e nem mesmo temos um Ambulatório de Especialidade Médicas? Sim somos incompetentes politicamente, nossos vereadores ainda estão preocupados com buracos, poda de arvores e pintura de guias, mas nenhum desses políticos fizeram nada ao Guarujá em 4 anos de mandado, e não irão fazer se eleitos ou reeleitos.

Os eleitotários do Guarujá, que nas últimas eleições doaram mais de 48.000 Votos para candidatos que somente conhecem o Guarujá pelo mapa, devem preocupar-se com a sua Saúde, Segurança e bem estar, bem como de sua família e filhos.

Temos obrigação moral de eleger nossos candidatos, bons ou maus, mas temos que eleger pessoas que residam aqui, tomem café nas padarias da cidade, vão ao mercado local e bebam a água da Sabesp em Guarujá. Votar em candidatos de fora é jogar seu voto fora, é ajudar a matar uma grande parte da população largada hoje no PAM e no HSA, sem atendimento, sem investimento e sem ajuda.

Não vamos elevar questões pessoais ou morais, mas o trabalho do Dr. Sidnei Aranha, sua exposição na mídia e sua bandeiras, devem ao menos proporcionar ao homem Sidnei Aranha uma oportunidade, uma mínima chance de mostrar pelo menos uma vez ao eleitorado Guarujaense um sopro de renovação de uma pessoa envolvida em questões como água contaminada, ligações de água nos Morrinhos e Pedreira, Saúde, Fila nas Balsas, CPFL e muitas outras que somente quem acompanha o dia a dia da cidade conhece a luta do advogado Sidnei Aranha.

Aos inimigos as batatas, em prol do bem comum vamos deixar as diferenças de lado e eleger nossa gente, nossos amigos ou inimigos, afinal temos como obrigação fazer um Guarujá melhor, e sem dúvida o Senhor das Aguas - Sidnei Aranha fará muito pela nossa cidade.

GUARUJAENSE VOTA EM GUARUJAENSE!
ADOTE ESSA IDÉIA E MELHORE A VIDA DOS NOSSOS FILHOS.


ENVIADO POR INCONFIDENTES DO GUARUJÁ NO INCONFIDÊNCIA NO GUARUJÁ
VISITE NOSSAS COMUNIDADES, ORKUT E TWITER
NOSSO ENDEREÇO ALTERNATIVO INCONFIDÊNCIA NO GUARUJÁ

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Estamos no site do Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada reproduz a entrevista concedida ao Programa Frente a Frente pelo advogado Sidnei Aranha em que ele fala sobre a água, ausência de saúde na região e critica a ineficiência do serviço público prestado.

1a parte

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Surto de diarreia é prova da negligência da Sabesp, diz ONG do Guarujá

Saúde
Surto de diarréia é prova da negligência da Sabesp, diz ONG do Guarujá

Desde 2007, a companhia ligada ao governo de São Paulo tem perdido ações na Justiça, que a obriga a fornecer água livre de contaminação. Até agora, nada tem sido cumprido e os ativistas temem pela saúde de moradores e turistas
Por: Cida de Oliveira, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 18/01/2010, 10:27
São Paulo - Encafifada com a falta de pressão da água em suas torneiras, Andrea Amorim, moradora do Guarujá, litoral de SP, chamou a Sabesp. O funcionário, que só veio duas semanas após a solicitação, abriu o cavalete. A causa do problema era um sapo entalado no cano.
“Além de podre, o bicho estava se desmanchando. Seus pedaços estavam passando pela peneira”, conta a moradora. “Isso é um desrespeito com a nossa saúde e com os cidadãos que pagam caro por um serviço porco e nojento. O episódio acabou com o Natal de minhas crianças que, com nojo, não comeram nada da nossa ceia. A sensação é de humilhação por pagar por um serviço propalado como de qualidade e que, na verdade, tem origem no brejo”. Dias depois, segundo ela, a água continuava com cor de urina e cheia de areia.
O episódio ocorreu no último dia 23 de dezembro. Coincidência ou não, poucos dias depois começaria mais um surto de vômito e diarreia na cidade, que desta vez afetou pelo menos 1.700 moradores e turistas, entre eles a atriz Maria Fernanda Cândido e Ronald, filho de Ronaldo, o Fenômeno. Por causa da repercussão e da suspeita de surtos nas cidades litorâneas vizinhas, nesta quarta-feira, dia 13, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), colheu amostras de água de praias do Guarujá e Santos para análises.
Embora a direção da Vigilância em Saúde no município tenha admitido que a água contaminada está entre as prováveis causas do surto, a prefeitura do Guarujá inocenta o liquído que a Sabesp retira do rio Jurubatuba, em Santos, e distribui à população sem antes filtrar ou decantar. Por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que as causas do problema não são conhecidas e que as autoridades municipais aguardam os resultados dos testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
O secretário de meio ambiente, Elio Lopes de Oliveira, não acredita que o surto seja culpa exclusiva da água – senão haveria esse tipo de problema o ano todo, segundo diz. Mas admite que a qualidade do abastecimento deixa muito a desejar. “Como não há estação de tratamento na cidade, o procedimento se limita ao uso de cloro. A falta de filtragem e decantação, aliás, faz com que na época chuvosa haja acúmulo de matéria orgânica e a água também fica barrenta”.
Em nota, a Sabesp afirma que não há qualquer problema com a qualidade da água entregue na cidade, que é potável e atende aos padrões estabelecidos pela portaria 518 do Ministério da Saúde. Diz ainda que, como atividade rotineira em todo o seu sistema de abastecimento, 18 mil análises são realizadas todo mês em mais de duas mil amostras coletadas em diferentes pontos do sistema, sendo 125 delas no Guarujá, e que, especificamente na região da Baixada Santista, são feitos mais de 1.800 testes bacteriológicos mensais. A empresa reitera que é infundada e irresponsável qualquer afirmação sobre problemas na qualidade da água distribuída no município, inclusive pelos riscos de provocar pânico. “A população pode e deve consumir com tranqüilidade a água que chega à sua casa pelas redes de abastecimento e deve ter o cuidado com fontes não seguras que podem, estas sim, ter a água contaminada e representar um risco real à saúde e à vida”, conclui a nota.
Para a organização não-governamental Princípios – Agência Nacional para o Desenvolvimento e Ação Social, do Guarujá, os episódios de diarreia e vômito expõem a antiga negligência da Sabesp. Segundo a coordenação, que acompanha laudos emitidos pela Vigilância Sanitária Municipal, Instituto Adolfo Lutz e pela própria companhia, nos três últimos anos, a água está imprópria. As amostras apresentam coliformes totais e fecais acima do que a legislação permite.
O advogado da ONG, Sidnei Aranha, conta que em 2007 entrou com liminar em ação civil pública, pedindo que a companhia reduza a contaminação da água por coliformes fecais (bactérias presentes nas fezes) e termotolerantes (que evidenciam contato com o esgoto). Pela legislação, é permitido um máximo de 5% desses microorganismos nas amostras colhidas. No Guarujá, porém, os níveis de contaminação estavam acima do permitido em dez das 14 análises realizadas.
A Justiça acatou o pedido que exige ainda que a empresa entregue, diariamente, laudos medindo a qualidade da água e realize campanha publicitária esclarecendo a população sobre doenças causadas pelo consumo de água suja, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento de cada um dos itens. O juiz determinou ainda que a prefeitura entregasse à Justiça o contrato de concessão de serviços pela companhia, a planilha de arrecadação e o número de atendimentos relativos a doenças causadas pela contaminação. As determinações não foram cumpridas.
Em 2008, a Justiça acatou novo pedido de liminar, com as mesmas determinações da primeira, porém elevando o valor da multa para R$ 200 mil para cada dia de descumprimento. A companhia continua contestando judicialmente as ações e com isso adia as providências necessárias.
No final de janeiro do ano passado, depois que Gesner de Oliveira, presidente da companhia, foi finalmente intimado pela 3ª Vara Cível do Guarujá a fornecer água potável e de qualidade, a empresa apresentou o projeto de construção da estação de tratamento de água Jurubatuba. A obra deverá será construída em Vicente de Carvalho. Estão previstas adutoras de água bruta e tratada, um reservatório com capacidade de 10 milhões de litros e tecnologia avançada em sistema de floculação, flotofiltração e desinfecção com capacidade para produção de 2 mil litros de água tratada por segundo.
Para Aranha, as diarreias podem ser a ponta de um iceberg. Segundo ele, a água contaminada pode estar causando outras doenças mais graves. “Estamos preocupados com a forte relação entre águas que recebem muito cloro e o surgimento de câncer”, diz. Estudos mostram que a reação química entre o material orgânico em decomposição na água, como folhas, por exemplo, e o cloro, gera uma classe de subprodutos chamada trialometanos.
Muitos deles, como o clorofórmio, bromodiclorometano, clorodibromometano e bromofórmio são comprovadamente carcinogênicos. Isto é, causam câncer em diferentes espécies animais e, pelo que tudo indica, em humanos também. Os tipos de tumor associados às substâncias são os de bexiga, reto, cólon, linfoma não-Hodgkin e de mama.
Desde os anos 1970, muitos estudos têm avaliado os efeitos negativos das águas clorificadas sobre a saúde humana, o que tem gerado mudanças na legislação de diversos países. Como explica o advogado, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos analisou amostras de água provenientes de 113 estações  de tratamento e detectou a presença de 27 compostos orgânicos causadores de doenças, entre eles os trialometanos.
Esses compostos também estão associados a problemas reprodutivos, como abortos espontâneos, natimortos, defeitos congênitos, retardo no crescimento intra-uterino, menor estatura ao nascer, menor circunferência craniana e icterícia neonatal.
“Atualmente está em vigor a portaria nº 518, do Ministério da Saúde, que fixa também o teor máximo total de trialometanos na água potável. Quanto maior a dosagem de cloro, maior será a probabilidade de formação desses subprodutos perigosos”, explica Sidnei Aranha. Por isso, em 2009, foi ajuizada outra ação, desta vez exigindo a apresentação dos laudos que apontem a quantidade de trialometanos na água ofertada.
Como a ONG entende que há comprovada ineficiência da Sabesp na prestação do serviço de tratamento e distribuição da água – que é um bem público e essencial –, está ingressando na Justiça com uma outra medida cautelar. O objetivo é pedir a suspensão do pagamento da conta de água em todo o município, até que a empresa comprove a execução correta do serviço para o qual foi contratada pela prefeitura. “E se nada for feito, pretendemos denunciar a empresa na Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos”, diz Sidnei Aranha. “Porque a Sabesp, há muito, deixou de ser caso a ser resolvido em institutos de defesa do consumidor e se transformou em ameaça à vida de milhões de pessoas”.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Paulo Henrique Amorim

ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarreia em Guarujá

13/janeiro/2010 19:58
Homenagem ao piriri gigante do Guarujá
Homenagem ao piriri gigante do Guarujá
O Conversa Afiada recebeu o email do amigo navegante Fernando:
PH,

ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarréia em Guarujá

Solução definitiva para a qualidade da água distribuída em Guarujá é a construção da Estação de Tratamento; diretores da empresa podem ser penalizados por crime contra a saúde pública

Está nas mãos da Justiça a solução para o problema da água contaminada, que é servida em Guarujá e é responsável pelo recente surto de diarréia que atinge os moradores e os milhares de turistas que visitam a cidade neste período.

A ONG Princípios, que desde 2007 move uma Ação Civil Pública contra a Sabesp, ingressou nesta semana com uma Medida Cautelar, solicitando que o Poder Judiciário determine medidas drásticas contra a empresa, sob risco de colapso no sistema de saúde pública da cidade.

“É inegável que a água servida em Guarujá está comprometida, qualquer mãe ou dona de casa percebe a olho nu a má qualidade do produto que sai das torneiras”, afirma o advogado Sidnei Aranha, que representa a ONG Princípios.

A ação que tramita na Justiça há quatro anos já obteve alguns resultados práticos, mas a postura da empresa, de contestar judicialmente as evidências e adiar as providências necessárias, como o início da construção da Estação de Tratamento de Água, compromete a saúde pública.

Desde o mês de dezembro, Guarujá vive um surto de diarréia causada pela contaminação da água, como admitem os próprios médicos consultados. O infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emilio Ribas, de São Paulo, afirmou que a água que abastece Guarujá pode estar contaminada com um agente causador da diarréia.

A médica e diretora da Vigilância em Saúde no Município, Lídia Maria de Araújo Lima, admite que as prováveis causas do surto podem ser a água contaminada. O órgão colheu amostras da água em alguns pontos da cidade e encaminhou para análise, cujos resultados devem estar concluídos no fim deste mês.

Milhares de turistas queixaram-se de reações adversas durante o período em que visitaram a cidade. Uma das vítimas ilustres é o filho do jogador Ronaldo, o pequeno Ronald, que foi atendido no Hospital Santo Amaro, de Guarujá, com sintomas de quem consumiu água contaminada.

“Há anos estamos alertando para um problema grave de saúde pública. A Sabesp não atende as determinações do Ministério da Saúde, já que não possui estação de tratamento e não filtra a água servida em Guarujá, apenas adiciona cloro para disfarçar a má qualidade do líquido colhido no rio Jurubatuba. Eles, os diretores da empresa, não resolvem o problema, razão que nos leva a pedir uma pena por crime contra a saúde pública”, explica o advogado Aranha.

A Medida Cautelar visa, principalmente, obrigar a empresa a informar aos consumidores sobre o risco de consumo da água. Esta informação, de acordo com o pedido, deve ser feita por meio de anúncios da TV, jornais e rádios, às custas da Sabesp. Além disso, busca acelerar o processo de implantação da estação de tratamento, única forma de resolver, em definitivo, um problema grave, de saúde pública. A decisão que tem reflexos diretos na saúde da população está, agora, nas mãos da Justiça.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA Processo nº 206/2008 3ª Vara Cível da Comarca de Guarujá

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

LIMINAR CONTRA A TRAVESSIA DA BALSA SANTOS GUARUJÁ.



ANTECIPAÇÃO DE TUTELA NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 2969/09 DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE GUARUJÁ (Liminar concedida HOJE). 
ONG Princípios Agencia Nacional de Desenvolvimento e Associação dos Usuários dos Transportes Coletivos Rodoviários Ferroviários e Hidroviários (ABAS), manejaram AÇÃO CIVIL PÚBLICA , em outubro de 2009, contra o GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, DERSA, PERFORMANCE e INTERNACIONAL MARÍTIMA, a fim de ver o preço praticado reduzido, a limitação de tempo na espera para utilização do serviço e o disciplinamento da fila da balsa, com agentes de trânsito para evitar tumultos e “furos “ na fila.
Após manifestações do Ministério Público e Governo do Estado de São Paulo, HOJE (13/01/2010), o Juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Guarujá. DR. RICARDO FERNANDES PIMENTA, afastou, momentaneamente, a redução do valor do preço praticado, alegando que um dos berços atingidos pelo Navio Chinês em julho de 2009, foi reparado e entregue, porquanto embora o serviço ainda é deficiente, não é possível, numa simples equação aritmética, divisar uma redução justa. Por outro lado, também não é possível fixar limitação máxima de espera para utilização do serviço, por ora, uma vez que outros componentes podem afetar o tempo da travessia (neblina, passagem de navios, ventos intensos).
Contudo, o magistrado ACATOU O PEDIDO PARA DISCIPLINAMENTO NA TRAVESSIA (FILA DA BALSA), in verbis....... 
“....Ao contrário, deve ser a ré obrigada, juntamente com a municipalidade, a controlar a fila da balsa. Neste ponto, aliás, presente o fumus da medida pela própria obrigação legal de prestação de serviço público adequado. Implementado, da mesma forma, o periculum. Com efeito, são freqüentes desentendimento entre os usuários dos serviços na fila da balsa, provocados por aqueles que insistem principalmente em burlar a ordem de espera, objetivo este de fácil consecução na atualidade, em virtude da completa ausência de fiscalização por parte da concessionária e dos agentes de trânsito. Portanto, até para se evitar uma tragédia derivada dos citados desentendimentos entre os usuários, deve a requerida DERSA isolar e fiscalizar a fila da balsa,  quando exsitente, no lado do Guarujá, identificando e proibindo o acesso às travessias daqueles que “furam” a fila, entregando o infrator aos fiscais da municipalidade para a atuação, devendo  a Prefeitura manter, para tanto, uma ou mais agentes na travessia para a realização de tal função, tudo sob pena de multa de R$ 50.000,00 por cada vez que os oficiais de justiça certificarem o descumprimento do preceito, devendo estes comparecerem nas travessias, em datas e horários aleatórios, ao menos três vezes por mês, para fiscalização da presente decisão.......

Maiores informações 13    78021303 (Sidnei Aranha)

sábado, 9 de janeiro de 2010

ONG pede intervenção da justiça para encerrar surto de diarréia em Guarujá

Solução definitiva para a qualidade da água distribuída em Guarujá é a construção da Estação de Tratamento; diretores da empresa podem ser penalizados por crime contra a saúde pública
Está nas mãos da Justiça a solução para o problema da água contaminada, que é servida em Guarujá e é responsável pelo recente surto de diarréia que atinge os moradores e os milhares de turistas que visitam a cidade neste período.
A ONG Princípios, que desde 2007 move uma Ação Civil Pública contra a Sabesp, ingressou nesta semana com uma Medida Cautelar, solicitando que o Poder Judiciário determine medidas drásticas contra a empresa, sob risco de colapso no sistema de saúde pública da cidade.
“É inegável que a água servida em Guarujá está comprometida, qualquer mãe ou dona de casa percebe a olho nu a má qualidade do produto que sai das torneiras”, afirma o advogado Sidnei Aranha, que representa a ONG Princípios.
A ação que tramita na Justiça há quatro anos já obteve alguns resultados práticos, mas a postura da empresa, de contestar judicialmente as evidências e adiar as providências necessárias, como o início da construção da Estação de Tratamento de Água, compromete a saúde pública.
Desde o mês de dezembro, Guarujá vive um surto de diarréia causada pela contaminação da água, como admitem os próprios médicos consultados. O infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emilio Ribas, de São Paulo, afirmou que a água que abastece Guarujá pode estar contaminada com um agente causador da diarréia.
A médica e diretora da Vigilância em Saúde no Município, Lídia Maria de Araújo Lima, admite que as prováveis causas do surto podem ser a água contaminada. O órgão colheu amostras da água em alguns pontos da cidade e encaminhou para análise, cujos resultados devem estar concluídos no fim deste mês.
Milhares de turistas queixaram-se de reações adversas durante o período em que visitaram a cidade. Uma das vítimas ilustres é o filho do jogador Ronaldo, o pequeno Ronald, que foi atendido no Hospital Santo Amaro, de Guarujá, com sintomas de quem consumiu água contaminada.
“Há anos estamos alertando para um problema grave de saúde pública. A Sabesp não atende as determinações do Ministério da Saúde, já que não possui estação de tratamento e não filtra a água servida em Guarujá, apenas adiciona cloro para disfarçar a má qualidade do líquido colhido no rio Jurubatuba. Eles, os diretores da empresa, não resolvem o problema, razão que nos leva a pedir uma pena por crime contra a saúde pública”, explica o advogado Aranha.
A Medida Cautelar visa, principalmente, obrigar a empresa a informar aos consumidores sobre o risco de consumo da água. Esta informação, de acordo com o pedido, deve ser feita por meio de anúncios da TV, jornais e rádios, às custas da Sabesp. Além disso, busca acelerar o processo de implantação da estação de tratamento, única forma de resolver, em definitivo, um problema grave, de saúde pública. A decisão que tem reflexos diretos na saúde da população está, agora, nas mãos da Justiça.

SERVIÇO

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Processo nº 206/2008

3ª Vara Cível da Comarca de Guarujá

SUGESTÃO DE FONTE:

Advogado Sidnei Aranha

Fone: (13) 7802-1303 – e-mail: sidneiaranha@yahoo.com.br


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

LULA E HOMER SIMPSON – Gêmeos xifópagos


O Brasil assistiu estarrecido aos telejornais do primeiro dia deste ano, quando sucessivas tragédias pipocavam e mortes e mais mortes eram registradas, como se estivéssemos diante daquelas inevitáveis tragédias. Ou, como se as trombetas do apocalipse fossem reproduzidas pelas vozes de cada jornalista que entrava em cena. Enfim, a sensação de renovação e esperança foi trocada pela dor e pela profunda tristeza.
Como se o ciclo não tivesse fim, no primeiro domingo do ano o Jornal Folha de São Paulo publicou, em sua primeira página, que as chuvas mataram 64 pessoas somente no Rio de Janeiro. Aliás, destacou que a virada do ano, lamentavelmente, superou o triste episódio do naufrágio do Bateau Mouche, ocorrido no Réveillon de 1989, quando 55 vidas foram ceifadas.
Entretanto, curiosamente, o mesmo jornal havia publicado dias antes que “Lula é o brasileiro mais confiável”, deixando para trás personalidades como o Padre Marcelo Rossi, Roberto Carlos, Ivete Sangalo e outros. Impossível não associar o resultado da pesquisa com a tragédia ocorrida, pois que credibilidade, ou ainda, que confiança podemos depositar num governante que se cala num momento de comoção nacional?
O âncora Willian Bonner, visivelmente comovido e constrangido, ao final do telejornal, leu uma nota informando que o Presidente Lula havia colocado um Ministério qualquer, inteiramente à disposição do Governo do Rio de Janeiro, numa clássica atitude “segura o problema que o filho é teu Sergio Cabral”. Ou seja, Lula demonstrou uma enorme falta de sensibilidade para com seus governados, porquanto materializando um cinismo, só alcançado antes pela nefasta personagem Homer J. Simpson, na frase: “A CULPA É MINHA E EU COLOCO ELA EM QUEM EU QUISER”.
Talvez Lula conheça Homer Simpson, talvez Lula personifique Homer Simpson, contudo, certamente, Lula não conhece Sócrates (o filósofo), senão saberia que a essência da credibilidade de um governante repousa na busca incessante do bem-estar dos governados, assim ensinou o pensador: “...EVIDENTE QUE O VERDADEIRO CHEFE NÃO NASCEU PARA VELAR PELA SUA CONVENIÊNCIA, MAS PELA DOS SEUS SUBORDINADOS..”
Desta feita, enquanto o povo brasileiro morre por tragédias anunciadas, pois já sabemos de cor e salteado os perigos das chuvas de verão, o Presidente Lula segue em suas férias, calado, quieto, escondido, elaborando talvez sua próxima metáfora, ou ainda, aguardando mais uma pesquisa ou premio de “Homem do Ano”, a fim de alimentar seu enorme ego, pois não me causará estranheza, como bem disse Ruy Castro (articulista da Folha de São Paulo), se Lula mudar as esfinges das cédulas (dinheiro), colocando sua imagem (Lula, o Filho do Brasil). Entretanto, sugiro que coloque nas moedas a esfinge de Homer S. Simpson, seu irmão gêmeo xifópago- siamês, formados a partir do mesmo zigoto e ligados pelo mesmo estúpido cinismo.

Sidnei Aranha
Advogado e professor
sidneiaranha@yahoo.com.br